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Quais são os impactos das mudanças climáticas na produtividade da cultura de milho no Brasil?

No último dia 01/08 foi realizada a defesa de Doutorado de integrante do Grupo de Pesquisa em Agrometeorologia, Agrometeorologia Fácil - AgmFacil, Fabiani Denise Bender, do Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Sistemas Agrícolas da ESALQ-USP).

Com trabalho intitulado “Mudanças climáticas e seus impactos na produtividade da cultura de milho e estratégias de manejo para minimização de perdas em diferentes regiões brasileiras”, foi desenvolvido sob orientação do Prof. Dr. Paulo Cesar Sentelhas, coordenador do grupo AgmFacil.

Os estudos de impacto das alterações climáticas têm se mostrado como um grande desafio para os mais diversos setores. Não diferente, para o setor agrícola, o aumento da demanda por alimentos com o crescente aumento da população, tem se mostrado um desafio, diante da redução no potencial de produção agrícola, em função do aumento das temperaturas e possíveis reduções na disponibilidade de água no solo.

Alguns estudos têm indicado redução na produtividade do milho, nas regiões de produção atual para as projeções de clima futuro. Entretanto, tem se verificado uma carência em estudos que considerem estratégias de manejo para minimização das perdas e sobretudo a combinação dessas para mitigar os impactos dos cenários futuros do clima.

Nesse sentido, a pesquisa desenvolvida teve como objetivo avaliar diferentes estratégias de manejo da cultura do milho, como época de semeadura, ciclo da cultivar, irrigação e doses de nitrogênio, para minimização dos impactos das mudanças climáticas em diferentes regiões brasileiras. Para tanto, foram considerados cenários de projeção climática, de emissão intermediário (RCP4.5) e de alta emissão (RCP8.5) de gases de efeito estufa, a curto (2010-2039), médio (2040-2069) e longo (2070-2099) prazos, projetados por sete modelos de circulação geral de acordo com os cenários do IPCC-AR5.

Os resultados obtidos, empregando-se um modelo de simulação da cultura, calibrado e avaliado para as condições brasileiras, apontaram redução, na produtividade do milho 1ª e 2ª safra nos cenários futuros, se comparado aos atuais níveis de produtividade. Essas perdas ocorreram, principalmente, devido à redução do ciclo da cultura e ao aumento do déficit hídrico.

No entanto, quando estratégias de manejo acima mencionadas foram consideradas de forma combinada houve uma redução das perdas sob a condição de sequeiro e ganho de produtividade na condição irrigada, em relação ao cenário atual.

O trabalho foi avaliado por especialistas, contanto, além do orientador, com o Dr. Gilberto Fish, do CTA/MA e professor da UNITAU e do INPE, Dr. Camilo Andrade da EMBRAPA Milho e Sorgo, Dr. Luiz Roberto Angelocci e Dr. Leandro Maria Gimenez, ambos professores do Departamento de Engenharia de Biossistemas da ESALQ/USP (foto abaixo).


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